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Leitura diária: 1Coríntios 16.1-4
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos, capítulos 51, 52 e 53
Esse texto, diante do que vemos hoje na mídia sobre ditos grupos evangélicos que dão ênfase demasiada à questão da contribuição dos seus acólitos, é uma verdadeira aula de ética pastoral. O apóstolo está em campanha para ajuda "aos santos", os crentes em Jerusalém que, em razão de perseguições e mesmo de seca e fome na região da Palestina, vinham sofrendo inúmeras necessidades. Ele, no entanto, embora com motivo tão justificado, era de um cuidado enorme em evitar exageros, desperdícios e mesmo escândalos de malversação.
Os crentes em todo o mundo estavam em melhor situação que os crentes em Jerusalém. Gentios na sua maioria, e quando judeus em geral, abastados, não sofriam nas suas cidades no estrangeiro como, por exemplo, em Corinto, o preconceito que os judeus mais tradicionais tinham para com os judeus conversos. Além do mais, por causa da rebeldia de Jerusalém em geral às forças do império romano localizadas na Palestina, eles eram, por isso mesmo, mais marginalizados.
Paulo vai liderar uma campanha para ajudá-los. Lemos isto em outras cartas também. Mas vai fazê-lo sempre, dentro de uma ética e moral das mais elevadas. Vejam como descreve neste final de carta, a oferta que estariam fazendo em prol de seus irmãos judeus na Judéia:
Primeiro: Contribuam no domingo, diante da igreja em culto, juntamente com as outras ofertas levantadas pela igreja na época. Nada de especial, ou diferente;
Segundo: Cada crente deve dar o que puder, de acordo com a sua condição social. Não estabelecendo alvos, nem metas exageradas, como pretexto de busca de recompensa por parte divina;
Terceiro: Importantíssimo. Ele não vinculava a oferta à sua pessoa. A oferta era para os crentes em Jerusalém. Seu nome não precisava estar ligado a ela. Ou seja, numa isenção de espírito intencional notável, ele pede que a oferta seja feita antes da chegada dele à cidade;
Quarto: Muito significativo. Cuidado no trato com o dinheiro da igreja. A oferta devidamente conferida seria mandada junto a um documento escrito que comprovaria o valor e a dádiva. E para coroar tal isenção, leiam a última palavra:
"Mas, se valer a pena que eu também vá, irão comigo."
Fonte: Juerp |