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O termo “GÊNESIS” origina-se da palavra hebraica “BERISHITH” e da expressão grega “GENESIS”. Originariamente, ambas têm o significado de “NASCIMENTO” ou “PRINCÍPIO”. Em nossa língua recebeu o significado de “ORIGEM” (ou de “PRINCÍPIO”). Portanto, o Livro de Gênesis narra à forma e o momento em que Deus criou o planeta Terra, os seres humanos, os animais, e tudo o mais que existe na face da terra ou que tem alguma ligação com ela, demonstrando assim que tudo o que existe sobre a terra ou no interior dela foi chamado à vida num determinado ponto da eternidade, o qual foi denominado de Gênesis (origem ou princípio). O Livro de Gênesis possui 50 capítulos e 1.533 versículos. Sua divisão e esfera de ação englobam dois grandes eventos: 1)A origem do mundo e do governo humano (Gênesis 1.1-11.32). 2)A história do povo eleito ou patriarcal (Gênesis 12.1-50.26). Por sua vez, cada um desses dois grandes eventos se subdivide em alguns fatos marcantes, que também foram registrados nos Livro de Gênesis. Senão, vejamos:
A origem do mundo e do governo humano (Gênesis 1.1-11.32) subdivide-se em quatro partes: 1)A origem do universo (Gênesis 1.1-2.25). 2)A queda do homem e a promessa de Deus (Gênesis 3.1-5.32). 3)O dilúvio como castigo pela desobediência da raça humana (Gênesis 6.1-10.32). 4)A torre de Babel e a confusão de línguas (Gênesis 11.1-32). Nesta primeira fase, devemos atentar para as características dos principais patriarcas da época, que foram Noé e seus filhos (Sem, Cão e Jafé), os quais sobreviveram ao dilúvio e recomeçaram o povoamento da terra pósdiluviana. A história do povo eleito ou patriarcal começa na chamada de Abraão, em Ur dos Caldeus (Gênesis 12.1) e vai até a morte de José (filho de Jacó) no Egito (Gênesis 50.26), concluindo a segunda fase.
Assim, temos quatro fatos cronológicos muito importantes no Livro de Gênesis. Senão, vejamos: 1)Da criação (no Jardim do Éden) até o dilúvio passaram-se 1.656 anos. 2)Do dilúvio até a chamada de Abraão passaram-se mais 292 anos, o que perfaz 1.948 anos da Criação. 3)Da chamada de Abraão até o nascimento de Isaque se passaram mais 105 anos, o que perfaz 2.053 anos da Criação. 4)Do nascimento de Isaque até o nascimento de Jacó passaram-se mais 70 anos, o que perfaz 2.123 anos da Criação. 5)Do nascimento de Jacó até a morte de seu filho José (no Egito) passaram-se 247 anos. Assim, da Criação (no Jardim do Éden) à morte de José passaram-se 2.370 anos.
Dos principais patriarcas dessa época, quatro deles tiveram características marcantes: 1)Abraão teve uma chamada sobrenatural. 2)Isaque teve um nascimento sobrenatural. 3)Jacó teve um cuidado sobrenatural. 4)José teve uma autoridade sobrenatural.
Ao primeiro desses patriarcas (Abraão), Deus fez três promessas, as quais se cumpriram através de sua descendência. São essas as três promessas que Deus fez a Abraão: 1)Herdaria a Terra Prometida (Canaã). 2)Tornar-se-ia uma grande nação. 3)Por meio deles (dos descendentes de Abraão), todas as nações seriam abençoadas.
Historicamente, para efeitos gerais, o Livro de Gênesis faz a narrativa de duas grandes histórias: 1)A História Primitiva (Gênesis 1.1-11.32). 2)A História dos Patriarcas (Gênesis 12.1-50.26).
Desta forma, o Livro de Gênesis narra 11 histórias, assim distribuídas: 1)A História da Criação (Gênesis 2.4-4.26). 2)A História da geração de Adão (Gênesis 5.l-6.8). 3)A História de Noé (Gênesis 10.1-11.9). 4)A História dos filhos de Noé (Gênesis 10.1-11.9). 5)A História de Sem (Gênesis 11.10-26). 6)A História de Sara e Abraão (Gênesis 11.27-25.11). 7)A História de Ismael (Gênesis 5.12-18). 8)A História de Isaque (Gênesis 25.19-35.29). 9)A História de Esaú (Gênesis 36.1-43). 10)A História de Jacó e seus filhos (Gênesis 37.1-38.30). 11)A História de José (Gênesis 39.1-50.26).
José, o 11º filho de Jacó, foi vendido pelos irmãos aos ismaelitas, quando tinha apenas 13 anos de idade. Acabou sendo comprado por Potifar (capitação da guarda de faraó) no Egito. Passou 17 anos como cativo. Primeiro como escravo na casa de Potifar. Depois como prisioneiro, no calabouço, após ter sido acusado falsamente por Ísis, esposa de Potifar. No entanto, aos 30 anos, foi nomeado governador de alimentos do Egito, por ter ainda como prisioneiro, interpretado corretamente o sonho do faraó. Anos depois de José ter sido nomeado governador de alimentos do Egito (com o nome da Zafenate-Panéia), uma grande fome na região de Canaã fez com que Jacó, seus familiares e seus servos fossem morar no Egito, a convite de seu próprio filho José (Gênesis 47.1-12). No Egito, os 12 filhos de Jacó continuaram a gerar seus descendentes, o que tornou Israel numa grande nação, muito maior do que o Egito, nação onde habitavam. No entanto, as Escrituras omitiram a descendência de Diná. A comitiva que acompanhou Jacó na sua mudança para o Egito era composta por 70 pessoas.
Na época em que José foi nomeado governador de alimentos no Egito, quem governava essa nação era a dinastia dos “Reis Hicsos”, que ficaram famosos historicamente como “os reis pastores” ou “a dinastia dos reis pastores”. Essa dinastia governou o Egito por cerca de 200 anos, e não era originária dos “filhos do Egito”. Eles descendiam dos povos que haviam conquistado e dominado o Egito em épocas anteriores. Por essa razão é que se tornou possível à família de Jacó mudar-se para o Egito, e ali viverem em plena liberdade, como se fossem “os donos da terra”.
José morreu com 110 anos de idade, no Egito, depois de ter passado cerca de 80 anos de sua vida como um dos governantes egípcios. Foi depois da morte de José, e da substituição dos “Reis Hicsos” no trono do Egito pelos verdadeiros egípcios, que os hebreus passaram a ser perseguidos e escravizados naquela terra. Quando saíram do Egito, depois de 430 anos residindo ali, dos quais 400 foram de cativeiro, os israelitas foram governados por juízes, que acumulavam com a função de profeta de Deus. O primeiro profeta e juiz de Israel foi Moisés.
REV. DR. Venâncio Josiel dos Santos (PHD, DD, THD)
Doutor em Teologia, Divindade e Filosofia de Religião
OTEAL nº 615 – OTEB nº 1.516
Fonte: Dr. Venâncio Josiel dos Santos |