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Leitura diária: João 1.19-34.
Leitura da Bíblia em um ano: Salmos , capítulos 18,19 e 20
O discípulo de Cristo tem que ser humilde. Pessoas autoritárias, impulsivas, megalomaníacas até têm muita dificuldade em vestir a roupagem do discipulado. Elas são muito difíceis de serem conduzidas ou orientadas, mesmo que sutilmente, por outros que, quase sempre, julgam inferiores a si próprias.
João teria inúmeras razões para não sujeitar-se facilmente a Cristo:
- Teriam ambos, a mesma idade... Seis meses de diferença, apenas;
- E João seria o mais velho... O que lhe conferia mais direitos que a Jesus;
- Era filho de um casal mais idoso... Maria era mãe muito jovem;
- Seu pai era da classe sacerdotal... O pai de Cristo, um simples carpinteiro;
- Devem ter sido meninos juntos... Brincaram entre si e com os demais;
- Cedo, se afastou para os desertos... Por certo para melhor se preparar.
Sim, tudo isto teria contribuído para que ele se julgasse um superior ao seu "primo" Jesus, que era mais jovem que ele e passara a sua juventude, pelo que se depreende, ajudando o pai e depois a mãe e os irmãos na carpintaria de José, enquanto ele, filho de Zacarias, logo se afastara do mundo para melhor crescer espiritualmente.
No entanto, nada disto impediu que João, o Batista, aquele que Cristo mesmo reconheceria como um dos maiores homens do povo judeu (Lc 7.28), jamais se ensoberbeceu, mas, humildemente, reconhecia a primazia de Cristo:
"No meio de vós está um que vós não conheceis,
aquele que vem depois de mim,
de quem eu não sou digno de desatar a correia da alparca...
No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse:
Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo" (Jo 1.26-29)
Ou seja, mesmo sendo um dos grandes sobre Israel soube reconhecer a soberania de Jesus Cristo. Muitas vezes, nos tempos de hoje, os exercícios de discipulado em nossas igrejas não transcorrem dentro da ordem e do progresso que gostaríamos, exatamente pela falta deste sentimento que deve persistir entre o discípulo e o discipulador, cada um reconhecendo, com humildade, o seu lugar e espaço.
Fonte: Juerp |