|
|
Dia Nacional de Missões
O nosso tempo é
caracterizado pela falta de compromisso, pelo individualismo, pela privatização
do “eu”. Este “vírus pós-moderno” tem atacado até mesmo a igreja, que muito tem
sofrido com esta tendência. Mesmo sabendo que nos dias atuais é difícil falar
sobre missões e correndo o risco de não ser lido, vou, nesta pastoral, escrever
sobre o Dia Nacional de Missões da IPI do Brasil.
No dia 28 de fevereiro de 1856, nasceu o Rev. Caetano Nogueira Júnior. Ele foi
um dos 7 pastores que participaram na organização da IPI do Brasil, na noite de
31 de julho de 1903. Homem muito bem preparado, presidiu a igreja por duas
vezes. Tinha condições de pastorear qualquer igreja importante de nossa
denominação. Mas a marca do seu ministério foi a paixão missionária. Enfrentando
todas as dificuldades de locomoção próprias do final do século XIX e começo do
século XX, viajou percorrendo o sertão brasileiro. Levou a mensagem do evangelho
àqueles que viviam em regiões afastadas dos grandes centros urbanos do país.
Faleceu longe dos seus entes queridos. Em reconhecimento a tão grande dedicação
a IPI do Brasil escolheu o dia 28 de fevereiro como o “Dia Nacional de Missões”.
A missionária Delci Esteves dos Santos, que atua em Moçambique, na África, em
carta publicada em “O Estandarte” de fevereiro afirma o seguinte: “Viver
distante de nossa terra é difícil, mas é substituível. Conseguimos colocar outra
coisa no lugar. Mas viver longe de nossa amada igreja é insubstituível. Nada se
coloca no lugar, por mais organizada, mais bonita, mais aconchegante que seja a
igreja que freqüentamos. A nossa igreja é sempre aquela que deixamos lá em nossa
terra, é aquela onde nascemos de novo, onde aprendemos a amar a Jesus Cristo.
Nada pode ser colocado no seu lugar”.
Para enfrentar os desafios da pós-modernidade precisamos de crentes, dedicados e
compromissados como nossos irmãos missionários.
Pelo Corpo Pastoral
Rev. Ezequiel Luz
|