|
|
Convivência em Grupos
Convivência em Grupos
“E era um só o coração dos que criam ...” (Atos 4:32)
A partir da derrota para os nossos vizinhos paraguaios e a desclassificação que aconteceu com a equipe de futebol da seleção brasileira na disputa do pré-olímpico, parei para refletir um pouco se podemos encontrar alguma lição prática naquele torneio.
Percebi que sempre estamos nos relacionando com pessoas e vivemos em grupos, seja na sala de aula, no trabalho, na família, na igreja e daí por diante.
A vida nos apresenta uma diversidade de situações que nos levam a refletir se as coisas devem caminhar da forma e na direção em que caminham. A princípio penso que existem no mínimo, três maneiras de convivência em grupo.
A primeira é caracterizada pelo tipo de pessoa que demonstra a aceitação sem reflexão, ou seja, tudo está bom, de qualquer jeito serve, o que decidirem está decidido e eu concordo e vai por aí afora. Isto demonstra que a pessoa não está interessada em discutir, talvez o que mais lhe interessa é ir com o grupo, não importa para onde apontam as setas ou aonde a estrada vai levar. Isto é muito perigoso e o risco é grande, pois estamos assinando um cheque em branco, entregando o nosso futuro ao “deus dará”.
A segunda maneira de convivência, é representada por pessoas que contestam tudo. Nada está certo e a princípio qualquer outra idéia que não tenha surgido de sua cabeça precisa ser combatida. É preciso ser do contra, minar idéias contrárias, impor meus pensamentos sobre os demais e coisas do gênero.
A terceira pode ser encontrada em um posicionamento de equilíbrio, ou seja, é preciso conversar, dialogar, respeitar as diferenças e encontrar o senso comum. Os objetivos do grupo estão acima de dos interesses pessoais, o alvo é a vitória da equipe e a realização do sonho de todos.
O texto apresentado acima, encontrado no livro de Atos, aponta para o sucesso da igreja primitiva em que o segredo daquela comunidade era ter um só coração. Devemos buscar nos dias de hoje enquanto família e igreja principalmente vivermos em unidade, tendo um só coração. Embora sejamos tão diferentes uns dos outros, devemos nos respeitar e compreender que as diferenças são muitas vezes a bênção de Deus para que possamos crescer uns com os outros.
Pastor Sérgio Nogueira
|