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A Estória das Três Pulgas
“Muitas igrejas caíram e caem na armadilha das mudanças drásticas de coisas que não precisam de alteração, apenas aprimoramento".
Recebi um texto pela internet e resolvi compartilhá-lo com vocês. Como pastor de uma igreja local, sempre procurei estar “antenado” com todas as novas tendências e modismos para ver o que de fato seria útil para a igreja em que me encontrava. Nem tudo valia a pena ser colocado em prática. Em alguns havia muita coisa boa. Pouquíssimos eu arriscaria trazer como um novo método ou modelo para minha igreja. Tudo o que é novo atrai e precisa ser analisado, mas nem tudo o que é velho dever ser rejeitado ou descartado.
Vivemos dias em que a competição se torna muito evidente e em todos os campos, ou seja, na política, na economia, nos esportes, na educação e vai caminho afora. Esta competitividade nem sempre é sadia, como alguns pensam. Às vezes é maléfica e perniciosa, principalmente quando as pessoas afirmam que não se importam com os meios, desde que o objetivo “fim” seja alcançado. Em nome do crescimento, da superação, do “reino”, cada dia vemos pastores e líderes se enveredando por qualquer caminho, buscando técnicas ou modismos para saciar os desejos da sua congregação. O que o líder não reconhece, em muitos casos, é que ele mesmo é o principal responsável pela desenfreada busca por resultados.
O século 21 já chegou e com ele as suas armadilhas. A estória das três pulgas é pequena e simples, mas tem um grande fundo de verdade. Espero que ela te ajude a pensar! Se for útil, passe o endereço do site para seus amigos, se discordar, envie um e-mail para nosso site.
Até a próxima.
Pr. Sérgio Nogueira
A ESTÓRIA DAS TRÊS PULGAS
O que lembra a história de três pulgas:
Duas pulgas estavam conversando e então uma comentou com a outra:
“Sabe qual é o nosso problema? Nós não voamos, só sabemos saltar. Daí nossa chance de sobrevivência quando somos percebidas pelo cachorro é zero. É por isso que existem muito mais moscas do que pulgas”.
E elas contrataram uma mosca como consultora, entraram num programa de reengenharia de vôo e saíram voando.
Passado algum tempo, a primeira pulga falou para a outra:
Quer saber? Voar não é o suficiente, porque ficamos grudadas ao corpo do cachorro e nosso tempo de reação é bem menor do que a velocidade da coçada dele.
Temos de aprender a fazer como as abelhas, que sugam o néctar e levantam vôo rapidamente.
E elas contrataram o serviço de consultoria de uma abelha, que lhes ensinou a técnica do chega-suga-voa.
Funcionou, mas não resolveu.
A primeira pulga explicou por quê: Nossa bolsa para armazenar sangue é pequena, por isso temos de ficar muito tempo sugando.
Escapar, a gente até escapa, mas não estamos nos alimentando direito.
Temos de aprender como os pernilongos fazem para se alimentar com aquela rapidez.
E um pernilongo lhes prestou uma consultoria para incrementar o tamanho do abdômen.
Resolvido, mas por poucos minutos.
Como tinham ficado maiores, a aproximação delas era facilmente percebida pelo cachorro, e elas eram espantadas antes mesmo de pousar.
Foi aí que encontraram uma saltitante pulguinha:
Ué, vocês estão enormes! Fizeram plástica?
Não, reengenharia. Agora somos pulgas adaptadas aos desafios do século 21.
Voamos, picamos e podemos armazenar mais alimento.
E por que é que estão com cara de famintas?
Isso é temporário. Já estamos fazendo consultoria com um morcego, que vai nos ensinar a técnica do radar. E você?
Ah, eu vou bem, obrigada. Forte e sadia.
Era verdade. A pulguinha estava viçosa e bem alimentada.
Mas as pulgonas não quiseram dar a pata a torcer:
Mas você não está preocupada com o futuro?
Não pensou em uma reengenharia?
Quem disse que não? Contratei uma lesma como consultora.
Hã? O que as lesmas têm a ver com pulgas?
Tudo. Eu tinha o mesmo problema que vocês duas.
Mas, em vez de dizer para a lesma o que eu queria, deixei que ela avaliasse a situação e me
sugerisse a melhor solução.
E ela passou três dias ali, quietinha, só observando o cachorro e então ela me deu o diagnóstico.
E o que a lesma sugeriu fazer??
Não mude nada. Apenas sente no cocuruto do cachorro.
É o único lugar que a pata dele não alcança"
Você não precisa de uma reengenharia radical para ser mais eficiente...
Muitas vezes, a GRANDE MUDANÇA é uma simples questão de reposicionamento.
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